Crescer p2
22 de Agosto de 2009 Deixe o seu comentário
Meu pai por sua vez, nasceu em santos, morou durante a infância e a adolescência em Itaquaquecetuba, lugar onde ele nos levava ao menos uma vez por ano para visitar a bisa, chamada por todos de vó lola, quando ele tinha uns 13 anos viu seu irmão mais velho morrer afogado, e depois disso ficou meio sem rumo e resolveu se aventurar no sexo, bebidas e drogas. Até hoje sinto no meu pai a perda do Celso, há poucos dias de hoje outro irmão seu morreu, meu tio Mario, depois de mais de 10 anos convivendo com a AIDS, mas, agradeço a Márcia, mulher que esteve ao seu lado nos últimos anos mesmo não tendo a doença, mas tendo amor e cuidado por ele, coisa que nós não estavamos dispostos a doar integralmente como ela o fez, e com isso alegrou e não permitiu q ele vivesse esses anos sozinho. Sempre lembro da casa da minha vó, mãe de meu pai, onde morei alguns anos da minha infância, lá é o melhor lugar do mundo…
Meu pai e minha mãe se conheceram numa festa de um amigo em Rio Grande da Serra, meu pai mudou-se de Itaqua para cá quando tinha uns 20 anos pelo q me recordo. Vieram pra cá depois do meu avô comprar a chacára de um tio dele, que era agriculturalmente ativa, lembro das “piscinas” onde se colocava agua para ser distribuidas pelos canos que compunham o sistema de irrigaçao, mas essa atividade não se manteve depois da posse da minha familia ao lugar, mas até hoje, ameixeiras, mechiriqueiras, abacateiros e um pé de uma fruta japonesa desconhecida, porém deliciosa continuam lá, pra sempre q derem frutos eu ir colhe-las.
Eu desde bebê sou meio exagerado, aos 7 meses desenvolvi obesidade, minha mãe me colocou de regime…kkk fui o bebê mais denso de todos!
Consigo lembrar de quando dei os primeiros passos, minha mãe disse que tinha uns nove meses, não lembro de muita coisa, tambem qse todas nossas lembranças dessa fase são nulas, mas me lembro perfeitamente de quando me apoiei no vão da porta e saí correndo, no alto da escada que dava pra casa debaixo onde morava tinha um balde preto, pisei emcima dele e desci a escada rolando, rolar a escada por sinal era qse um esporte!
Da fámilia do meu pai eu fui o 1° neto, da minha mãe o 2°, fui bem mimado…
A próxima lembrança que tenho é de quando fui pra chacara de um amigo da familia, que tinha um grande lago e uma vaca, tinha uns dois anos, eu olhei pra vaca e fiquei com medo dela, estava sozinho do lado de fora, não deu outra, me joguei no lago, pensando q saberia nadar, lembro deu debatendo os braços muito rápido, depois só sei oq me contaram, me tiraram do fundo do rio, minutos depois de ter afundado, sem pulso, sem respiração…Fui salvo por uma respiração boca a boca muito bem feita! pelo Alemãozinho( que faleceu depois de algumas tentativas de assassinato, lembro quando me contaram uma delas onde bandidos invadiram a chacara na surdina da noite ele se escondeu entre uma moita e outra dentro rio enquanto choviam balas pra todos os lados, ele sobreviveu desta, mas, não me lembro de como ele morreu) e pela irmã dele a Monique que hoje vive na Espanha. Semanas depois estava andando no gramado em frente a casa dá vó onde havia uma foça, onde todo esgoto da casa da vovó era depositado, cai de cabeça, afundei inteiro, meu pai me puxou pelos pés, depois de notar minha falta olhou e viu eu me debatendo, qdo me puxou eu parecia um foundue de bosta, minha vó ligou a mangueira e me lavou no quintal, por sorte não passei mal, nem precisei fazer lavagem. Esse evento foi oq fez minha mãe largar de vez seu emprego. Ela tentou colocar algumas babás para cuidar de mim, mas, nenhuma ficava. Me levou ao médico, sem saber mais oq fazer comigo, o médico lhe disse que eu era hiperativo e muito inteligente, inteligencia diagnosticada pela absurda curiosidade e vontade de provar tudo. E disse pra minha mãe me colocar na escola, fui expulso do maternal e orientado a assistir as aulas do jardim da infância, tinha uns dois anos e meio.