Bem legal!
19 de Novembro de 2010 Deixe o seu comentário
*Sujeito à alterações…E COMO!
19 de Novembro de 2010 Deixe o seu comentário
17 de Novembro de 2010 1 Comentário
Certo, hoje estava lendo umas coisas sobre o Rock in Rio, e apareceu esse concurso cultural, dando a idéia de discutir #por1MundoMelhor, gostei da idéia e vou fazer aqui no Blog algumas coisinhas entre um post e o outro, falando sobre o assunto.
Pra começar, Tenho uma comunidade no Orkut que se chama: Eu quero Salvar o Mundo. http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=1013601
Lá tem um tópico chamado: Como você quer salvar o mundo, vou postar o que algumas pessoas disseram sobre o assunto.
Bruno Coelho
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12231608454946366968
Axu q estah faltando respeito entre as pessoas, c todos c respeitassem estariamos num mundo melhor. falta tb conciencia pra algumas pessoas q acham q podem td e com todos.
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De-Angelis
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=16728521147445834128
acho q a mensagem não é exatamente assim. mas a essência é essa.
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Patti
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=15383698738967815012
Tom.
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=4928646068968936526
acho que conscientizar as pessoas ainda eh o melhor caminho
e fazer a nossa parte é claro
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[LUC]
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=14604753882367608469
eu qria salvar ele da destruição de um meteóro gignte ou então do apocalipce
e dando umas porradas na kra de satan pra ele deixa de ser folgado e volta pro inferno
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Luciana Reis
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9248178244095388503
O unico jeito de ter as respostas rapidas que o mundo precisa é atraves do medo!
Vou dominar o mundo, selecionar algumas raças puras e devastalo com bombas atomicas! A natureza daria um jeito de ajustar o planeta atraves dos milhões de anos e minhas gerações futuras reinaram como deuses! Hehehee zuera
Acho que pra começar deveriamos fazer mudanças em nos mesmos, como dizia o grande Gabriel pensador ” quando a gente muda, o mundo muda com a gente”
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Lorena Luisa
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=901415944983525727
fazendo a minha parte… minha parte pequenininha, tipo separando o lixo reciclavel, usando menos detergente, nao jogando lixo nas ruas, economizando energia, dando preferencia a produtos naturais e reciclaveis, respeitando as pessoas, ajudando quem eu posso, com uma roupa ou um incentivo, e acima de tudo, educando e conscientizando a minha familia, meus filhos(q ainda virao) e amigos q esse mundo e o unico lugar q nos temos pra viver, entao precisamos cuidar dele e fazer a nossa pequena parte!
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Milena Goulart
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=14187596083555154113
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no site em portugues
http://br.geocities.com/voluntariosnaafrica/
Aqui o programa e dividido em 3 ou 4 modulos (se voce nao tem como pagar o programa, faz um modulo a mais onde arrecada a quantia necessaria) e dura de 14 a 18 meses.
nos atuamos com criancas orfas, conscientizacao sobre HIV/SIDA, meio ambiente e educacao.
Nao existe qualificacao exigida a nao ser a disposicao para trabalhar duro.
Se houver interesse, podem me mandar suas duvidas DIRETAMENTE para mariana.cicd@yahoo.com.br
Espero o contacto, ate mais!!
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Pensem por favor!
Obg!
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Cicero Filho 14 anos
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http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=2887498461956272915
Ensinando
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Othon
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12621905742881301455
Ou podemos eliminar todas as pessoas com pensamentos corrompidos pela ganância e destruição. e apenas deixar as pesoas de bom coração vivas. Recomeçaríamos uma nova humanidade, ensinando nossas crianças apenas o que deve ser bom. Sem nenhum mau exemplo.
Simples, não?
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Mateus
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=1791525581481723386
tem um profile tri massa circulando pela net q vale a pena dar uma lida.
o link ae
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=2671237248523955517
o cara lista 17 ideias bem interessantes.
fica a dica
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Pri
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=8567946853243877795
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Biscoito com Leite
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=808095893626080098
Liliane e Rafael Dias
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9393070398567773946
Thiago Nogueira
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=4652850693581294413
Colocando em prática o que chamamos de Educação Ambiental, ensinando e informando a todos o que é e como é ter uma vida Sustentável.
E fazer bom uso dos nossos recursos naturais e lembrando a todos NÃO RENOVÁVEIS.
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Fábio Fabin
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=1603284995436512272
primeiramente mudar meu pais brasil DESSA DESGRAÇA QUE STA ERGUER A BANDEIRA E DIZER EU TENHO ORGULHO DE SER BRASILEIRO ACABAR COM O TRAFICO DE DROGAS DAR EDUCAÇÃO PARA ESSE POVO TRABALHADOR E ALEGRE A SAUDE DO BRASILEIRO E ESSENCIAL CRIAR A PENA DE MORTE NO BRASIL PARA ESSES VAGABUNDOS QUE ENTRAM NAS CASAS ROUBAM E ESTRUPAM NOSSA MÃES E NOSSAS IRMÃS AI SIM VOU PODER AJUDAR O MUNDO !
PRIMEIRO MINHA VIDA
DEPOIS MINHA RUA
MEU BAIRRO
MINHA CIDADE
MEU ESTADO MEU PAIS
DEPOIS O MUNDO!!!!! CERTO
QUEREM CONVERSAR A DISPOSIÇÃO!!!!!!
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Ferdilino de Moura
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12807475657822721858
mudando a mim mesmo!
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Leonardo Santos Medeiros
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=7656109499804320853
EU QUERO IR PRA GUERRA PRA MOSTRAR PARA TODAS AS PESSOAS QUE NEM SO DE PÃO VIVE O HOMEM, MOSTRAR QUE SE ELES ESTÃO SE SACRIFICANDO SEM UM PROPOSITO.
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Luis Felipe
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=14086129260081156454
Então…por hora é isso!
13 de Novembro de 2010 Deixe o seu comentário
20 de Abril de 2010 Deixe o seu comentário
20 de Abril de 2010 Deixe o seu comentário
Fonte 1 : Wikipedia
Petróleo (do latim petroleum, petrus = pedra e oleum = óleo, do grego πετρέλαιον [petrélaion], “óleo da pedra”, do grego antigo πέτρα [petra], pedra + έλαιον [elaion] óleo de oliva, qualquer substância oleosa, no sentido de óleo bruto), é uma substância oleosa, inflamável, geralmente menos densa que a água, com cheiro característico e coloração que pode variar desde o incolor ou castanho claro até o preto, passando por verde e marrom (castanho).
Combinação complexa de hidrocarbonetos, composta na sua maioria de hidrocarbonetos alifáticos, alicíclicos e aromáticos, podendo conter também quantidades pequenas de nitrogênio, oxigênio, compostos de enxofre e íons metálicos, principalmente de níquel e vanádio. Esta categoria inclui petróleos leves, médios e pesados, assim como os óleos extraídos de areias impregnadas de alcatrão. Materiais hidrocarbonatados que requerem grandes alterações químicas para a sua recuperação ou conversão em matérias-primas para a refinação do petróleo tais como óleos de Xisto crus, óleos de xisto enriquecidos e combustíveis líquidos de hulha, não se incluem nesta definição.
O petróleo é um recurso natural abundante, porém sua pesquisa envolve elevados custos e complexidade de estudos. É também atualmente a principal fonte de energia. Serve como base para fabricação dos mais variados produtos, dentre os quais destacam-se: benzinas, óleo diesel, gasolina, alcatrão, polímerosplásticos e até mesmo medicamentos. Já provocou muitas guerras e é a principal fonte de renda de muitos países, sobretudo no Oriente Médio.
Além de gerar a gasolina que serve de combustível para grande parte dos automóveis que circulam no mundo, vários produtos são derivados do petróleo como, por exemplo, a parafina, GLP, produtos asfálticos, nafta petroquímica, querosene, solventes, óleos combustíveis, óleos lubrificantes, óleo diesel e combustível de aviação.
A hipótese mais aceita leva em conta que, com o aumento da temperatura, as moléculas do querogênio começariam a ser quebradas, gerando compostos orgânicos líquidos e gasosos, num processo denominado catagênese. Para se ter uma acumulação de petróleo seria necessário que, após o processo de geração (cozinha de geração) e expulsão, ocorresse a migração do óleo e/ou gás através das camadas de rochas adjacentes e porosas, até encontrar uma rocha selante e uma estrutura geológica que detenha seu caminho, sobre a qual ocorrerá a acumulação do óleo e/ou gás em uma rocha porosa chamada rocha reservatório.
É de aceitação para a maioria dos geólogos e geoquímicos, que ele se forme a partir de substâncias orgânicas procedentes da superfície terrestre (detritos orgânicos), mas esta não é a única teoria sobre a sua formação.
Uma outra hipótese, datada do século XIX, defende que o petróleo teve uma origem inorgânica, a partir dos depósitos de carbono que possivelmente foram formados com a formação da Terra.
Resumindo, há inúmeras teorias sobre o surgimento do petróleo, porém a mais aceita é que ele surgiu através de restos orgânicos de animais e vegetais depositados no fundo de lagos e mares, sofrendo transformações químicas ao longo de milhares de anos. Substância inflamável, possui estado físico oleoso e com densidade menor do que a água. Sua composição química é uma combinação de moléculas de carbono e hidrogênio (hidrocarbonetos).
O petróleo está associado a grandes estruturas que comunicam a crosta e o manto da terra, sobretudo nos limites entre placas tectônicas.
O petróleo e gás natural são encontrados tanto em terra quanto no mar, principalmente nas bacias sedimentares (onde se encontram meios mais porosos – reservatórios), mas também em rochas do embasamento cristalino. Os hidrocarbonetos, portanto, ocupam espaços porosos nas rochas, sejam eles entre grãos ou fraturas. São efetuados estudos das potencialidades das estruturas acumuladoras (armadilhas ou trapas), principalmente através de sísmica que é o principal método geofísico para a pesquisa dos hidrocarbonetos.
Durante a perfuração de um poço, as rochas atravessadas são descritas, pesquisando-se a ocorrência de indícios de hidrocarbonetos. Logo após a perfuração são investigadas as propriedades radioativas, elétricas, magnéticas e elásticas das rochas da parede do poço através de ferramentas especiais (perfilagem) as quais permitem ler as propriedades físicas das rochas, identificar e avaliar a ocorrência de hidrocarbonetos.
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Comparativos
A composição química de um magma é convencionalmente expressa em termos de elementos maiores, menores e traços. Os elementos maiores e menores são expressos como óxidos: SiO2, Al2O3, FeO, Fe2O3, CaO, MgO e Na2O (elementos maiores); K2O, TiO2, MnO e P2O5 (elementos menores). Elementos maiores são, por definição, aqueles com abundâncias acima de 1% em massa, ao passo que elementos menores são aqueles entre 0,1 e 1% da massa. Alguns elementos, tais como o Potássio (K) e o Titânio (Ti) estão presentes como elementos de abundância menor em algumas rochas, mas podem atingir proporções de elementos maiores em outras. Abaixo de 0,1% de massa, entra-se no domínio dos elementos traço, sendo que a concentração desses elementos é convencionalmente expressa em termos de ppm (partes por milhão). Os principais elementos traços presentes no magma são: V, Cr, Ni, Rb, Sr, Y, Zr, Nb, Ba, La, Ce, Nd, Sm, Eu, Gd, Tb, Yb, Lu, Ta, Hf, Th e U. Diversos óxidos e elementos voláteis (os gases) podem ser adicionados a esta lista, entre os quais se destacam o H2O, o CO2, o SO2, o Cl e o F.
Magmas de origem crustal (riolíticos, dacíticos ou andesíticos) são ricos em O, Si, Al, Na, K e H, enquanto que magmas gerados no manto terrestre (basálticos) são mais ricos em O, Si, Al, Ca, Mg e Fe. Magmas carbonatíticos (que contém mais de 50% de carbonatos) também são gerados no manto terrestre.
Gases produzidos pelas erupções Vulcanicas
Os gases vulcânicos são constituídos por um número restrito de elementos químicos, mas em várias espécies moleculares. Elementos maiores consistem de Hidrogênio (H), Carbono (C), Oxigênio (O), Enxofre (S), Nitrogênio (N), Cloro (Cl), Flúor (F) e Bromo (Br). Elementos menores incluem os gases nobres Hélio (He), Radônio (Rn), Neônio (Ne), Argônio (Ar), Kriptônio (Kr) e Xenônio (Xe). Quantidades traços de metais (por exemplo, Sódio, Vanádio, Cromo, Bismuto, Cobre, Zinco e Ouro) ocorrem em gases fumarólicos de altas temperaturas.
O Hidrogênio é preferencialmente presente como vapor de água (H2O), com outras espécies à base de Hidrogênio ocorrendo em quantidades menores ou traços, tais como Hidrogênio molecular (H2), Metano (CH4) e Amônia (NH3). Das espécies do Carbono, o Dióxido de Carbono (CO2) é o dominante, ao passo que Metano (CH4) e Monóxido de Carbono (CO) ocorrem em quantidades menores. Dióxido de Enxofre (SO2), Ácido Sulfídrico (H2S) e Enxofre molecular (S2) compõem as principais espécies de Enxofre. Cloro, Flúor e Bromo ocorrem principalmente como ácidos, com o Ácido Clorídrico (HCl) predominando sobre o Ácido Fluorídrico (HF) e o Ácido Bromídrico (HBr). O Nitrogênio existe quase que exclusivamente como Nitrogênio molecular (N2). Quando presentes na fase gasosa, os metais são transportados grandemente como Sais de Enxofre ou de Cloro, e, em menor extensão, como espécies voláteis elementares.
Os gases mais abundantes liberados para a atmosfera a partir de um sistema vulcânico são o vapor de água (H2O, 30-90 mol%), seguido por Dióxido de Carbono (CO2, 5-40 mol%) e Dióxido de Enxofre (SO2, 5-50 mol%). Vulcões também podem liberar pequenas quantidades de outros gases, incluindo Ácido Sulfídrico(H2S, <2 mol%), Hidrogênio (H2, <2 mol%), Monóxido de Carbono (CO, <0,5 mol%). Alguns destes gases, quando emitidos a partir de condutos vulcânicos, reagem na atmosfera ou na pluma vulcânica formando aerossóis, os mais importantes sendo o Ácido Clorídrico (HCl), Ácido Fluorídrico (HF) e o Ácido Sulfúrico (H2SO4).
Nota:
“Processo para remoção de enxofre do petróleo bruto”. O objetivo geral desta invenção é prover um processo melhorado para adoçamento e dessulfurização de correntes de óleo bruto contendo enxofre. Aquecimento de corrente de óleo bruto contendo enxofre a uma temperatura elevada por um período prolongado de tempo enquanto se agita e borbulha um gás inerte no produto bruto acelera a remoção de gases contendo enxofre da corrente de óleo bruto. Além disso, a adição de uma polialquilamina ao óleo bruto agitado pode também auxiliar grandemente na expulsão de gases contendo enxofre. Após processamento nestas condições a capacidade de produção de sulfeto de hidrogênio do óleo bruto é reduzida significativamente, tornando o produto bruto mais seguro para transporte e manuseio reduzindo os riscos para saúde e para o ambiente.
Preciso de um pouco de Ar…depois continuo
5 de Novembro de 2009 Deixe o seu comentário
Declaração Humanista Secular Emitida em 1980 por The Council for Democratic and Secular Humanism (hoje Council for Secular Humanism
O humanismo secular é uma força vital do mundo contemporâneo, que se encontra presentemente sob um ataque injustificado e desmedido proveniente das mais diversas direcções. Esta declaração defende apenas o humanismo secular que se compromete explicitamente com a democracia, opondo-se a todas as crenças que encontrem no sobrenatural uma justificação para os seus valores ou que defendam a governação pela ditadura.
O humanismo secular democrático tem sido uma força poderosa na cultura mundial. Os seus ideais podem-se encontrar nos filósofos, cientistas e poetas da Grécia e Roma clássicas, na antiga sociedade Confusiana chinesa, no movimento Carvaka da Índia, entre outras importantes tradições morais e intelectuais. O secularismo e o humanismo foram eclipsados na Europa durante a Idade das Trevas, quando a piedade religiosa corroeu a confiança da humanidade nas suas capacidades para solucionar os problemas humanos. O secularismo e o humanismo ressurgiram em força durante o Renascimento, com a reafirmação dos valores humanistas seculares na literatura e nas artes e novamente nos séculos XVI e XVII com o desenvolvimento da ciência moderna e da visão naturalista do Universo. A sua influência pode ainda ser encontrada no século XVIII na Idade da Razão e do Iluminismo.
O humanismo secular democrático floresceu, criativamente, nos tempos modernos, em conjunto com o desenvolvimento da liberdade e da democracia. Incontáveis milhões de pessoas praticam os ideais humanistas seculares no seu dia-a-dia, vivendo vidas preenchidas e contribuindo para a construção de um mundo mais democrático e humano. A visão do moderno humanismo secular conduziu à aplicação da ciência e da tecnologia para o progresso da condição humana. Isto afectou positivamente a redução da pobreza, sofrimento e doenças a nível mundial, a extensão da longevidade e a melhoria dos transportes e das telecomunicações, possibilitando a melhoria da qualidade de vida a um incontável número de pessoas. O humanismo secular conduziu à libertação de milhões de pessoas do exercício da fé cega e dos medos da superstição, contribuindo para a educação e enriquecimento de suas vidas.
O humanismo secular tem oferecido aos homens a força para resolver os seus problemas com inteligência e perseverança, para conquistar fronteiras geográficas e sociais e para estender o campo da exploração humana e da aventura. Lamentavelmente, defrontamo-nos actualmente com uma variedade de tendências anti-seculares: o reaparecimento de religiões dogmáticas e autoritárias; o fundamentalismo, literalismo e Cristianismo doutrinário; o crescimento veloz de um intransigente clericalismo Muçulmano no Médio Oriente; a reafirmação de uma autoridade ortodoxa pela hierarquia papal Católica Romana; o Judaísmo nacionalista religioso e a reversão para o obscurantismo religioso na Ásia.
Novos cultos do irracional e bizarras crenças no paranormal e no oculto, tais como a astrologia, a reencarnação e alegados misteriosos poderes da mente estão crescendo em muitas sociedades ocidentais. Estes desenvolvimentos confusos são uma continuação do surgimento, no início do século XX, de intoleráveis movimentos messiânicos e totalitários, quase religiosos, tais como o fascismo e o comunismo. Estes activistas religiosos, não só são responsáveis pela maior parte do terror e violência nos dias de hoje, como se posicionam como um obstáculo para a resolução dos maiores problemas com que nos defrontamos no mundo actual.
Paradoxalmente, alguns críticos do humanismo secular afirmam que ele é uma filosofia perigosa. Alguns defendem que ele “corrompe moralmente” por estar comprometido com a liberdade individual, outros que perdoa a “injustiça”, porque defende o devido processo democrático. Nós, que advogamos o humanismo secular democrático, renegamos estes ataques que são baseados em mal-entendidos e más interpretações e esforçamo-nos para delinear um conjunto de princípios que a maioria de nós compartilha.
O humanismo secular não é um dogma ou credo. Existe uma larga gama de opiniões diferentes entre os humanistas seculares relativamente a muitas questões. No entanto, existe também um amplo consenso relativamente a várias proposições. Estamos apreensivos por a civilização moderna estar ameaçada por forças antagónicas à razão, democracia e liberdade. Muitos crentes religiosos irão, sem dúvida, compartilhar connosco muitos valores humanistas seculares e democráticos e agradecemos o seu esforço, em conjunto connosco, na defesa desses ideais.
O primeiro princípio do humanismo secular democrático é o compromisso com a livre investigação. Opomo-nos a qualquer tirania sobre a mente humana, a qualquer empenho por instituições eclesiásticas, políticas, ideológicas ou sociais para acorrentar o livre pensamento. No passado, essas tiranias foram direccionadas por igrejas e estados na tentativa de implementar os éditos de fanáticos religiosos. Na longa contenda da história das ideias, instituições estabelecidas, tanto públicas como privadas, têm tentado censurar a investigação, para impor crenças e valores ortodoxos e para excomungar heréticos e extirpar incrédulos. Hoje, a luta pelo direito à livre investigação assumiu novas formas. Ideologias sectárias transformaram-se nas novas teologias que usam partidos políticos e governos na sua missão de esmagar as opiniões dissidentes. O direito à livre investigação garante o reconhecimento integral das liberdades civis para a sua prossecução, isto é, uma imprensa livre, liberdade de comunicação, o direito de organizar partidos de oposição e de se associar voluntariamente a associações. O direito à livre investigação é também uma garantia à manutenção da liberdade para cultivar e publicar os frutos da liberdade científica, filosófica, artística, literária, moral e religiosa. A livre investigação requer que toleremos a diversidade de opiniões e que respeitemos o direito dos indivíduos em expressar suas crenças, quão impopular elas possam ser, sem proibições sociais ou legais ou medo de sanções. Embora possamos tolerar pontos de vista contrastantes, isto não significa que eles sejam imunes a um exame crítico. A premissa orientadora daqueles que acreditam na livre investigação é que a verdade surgirá mais facilmente se existir oportunidade de troca de opiniões contrárias; o processo de intercâmbio é frequentemente tão importante quanto o resultado. Isto aplica-se não apenas à ciência mas também ao dia-a-dia, à política, economia, moralidade e religião.
Devido ao seu compromisso com a liberdade, o humanismo secular acredita no princípio da separação entre a Igreja e o Estado. As lições da história são claras: sempre que uma religião ou ideologia beneficia de uma posição dominante no estado, as opiniões minoritárias ficam comprometidas. Uma sociedade democrática aberta e pluralista permite que todos os pontos de vista sejam ouvidos. Qualquer empenho para impor uma concepção exclusiva da verdade, religiosidade, virtude, ou justiça, sobre o todo da sociedade, é uma violação do direito à livre investigação. As autoridades clericais não podem legislar suas próprias visões – sejam elas morais, filosóficas, políticas, educacionais ou sociais – sobre o resto da sociedade. Nem devem os impostos ser exigidos para o benefício ou suporte de instituições religiosas sectárias. Indivíduos e associações voluntárias devem ser livres para aceitar, ou não aceitar, qualquer crença e para sustentar essas convicções com quaisquer recursos que consigam angariar, sem serem compelidos, através dos impostos, a contribuir para cultos religiosos com os quais não concordam. Similarmente, as igrejas devem contribuir com a sua quota parte para as receitas públicas e não devem estar isentas do pagamento de impostos. Juramentos e orações compulsórias nas instituições públicas (políticas ou educacionais) são também uma violação deste princípio. Actualmente, tanto religiões teístas como não-teístas competem por atenção por parte da população. Lamentavelmente, nos países comunistas, o poder do estado está a ser usado para impor uma doutrina ideológica na sociedade, sem tolerar a expressão da divergência ou visões heréticas. Neste exemplo, podemos encontrar uma moderna versão secular de violação do princípio da separação.
Existem muitas formas de totalitarismo no mundo moderno – secular e não-secular – às quais, na sua totalidade, nos opomos vigorosamente. Como secularistas democráticos nós, consistentemente, defendemos o ideal de liberdade, não apenas a liberdade de consciência e crença dos interesses eclesiásticos, políticos e económicos que buscam reprimi-la, mas a genuína liberdade política, a tomada de decisão democrática baseada no poder da maioria e o respeito pelos direitos das minorias e pela lei. Defendemos não somente a liberdade de controles religiosos mas também a liberdade de controles governamentais jingoístas. Somos a favor da defesa dos direitos humanos básicos, incluindo o direito de proteger a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Na nossa visão, uma sociedade livre deve também estimular algumas medidas de liberdade económica, submetendo apenas restrições quando tal seja necessário ao interesse público. Isto significa que indivíduos e grupos devem estar aptos a competir no mercado, organizar sindicatos livres e a desenvolver as suas profissões e negócios sem interferência indevida através de controle político centralizado. O direito à propriedade privada é um direito humano sem o qual os outros direitos perdem o valor. Quando for necessária a limitação de qualquer um desses direitos numa democracia, a limitação deve ser justificada em termos de sua consequência na consolidação da completa estrutura de direitos humanos.
Os pontos de vista morais do humanismo secular têm sido submetidos à crítica por religiosos teístas fundamentalistas. O humanismo secular reconhece o papel central da moralidade na vida humana. Na realidade, a ética foi desenvolvida como um ramo do conhecimento humano muito antes dos religiosos proclamarem os seus sistemas morais baseados na autoridade divina. O campo da ética possui uma distinta lista de pensadores que contribuíram para o seu desenvolvimento: desde Sócrates, Demócrito, Aristóteles, Epicuro, até Spinoza, Erasmo, Hume, Voltaire, Kant, Bentham, Mill, G.E. Moore, Bertrand Russel, John Dewey, entre outros. Existe uma influente tradição filosófica que sustenta que a ética é um campo autónomo de investigação, que os julgamentos éticos podem ser formulados independentemente de religião revelada e de que os seres humanos podem cultivar a razão prática e a sabedoria e, aplicando-os, alcançar vidas de virtude e excelência. Aliado a este facto, os filósofos têm enfatizado a necessidade de cultivar o apreço pelos requisitos da justiça social e pelas obrigações e responsabilidades individuais perante os outros. Assim, os secularistas negam que a moralidade necessita de ser deduzida de crenças religiosas ou que aqueles que não abraçam uma doutrina religiosa são imorais. Para os humanistas seculares, a conduta ética é, ou deve ser, julgada pela razão crítica, e o seu objectivo é desenvolver indivíduos autónomos e responsáveis, capacitados a fazerem as suas próprias escolhas na vida, baseados num entendimento do comportamento humano. Uma moralidade não baseada em Deus não tem necessidade de ser anti-social, subjectiva ou promíscua, nem necessita de conduzir à ruptura dos padrões morais. Embora nós acreditemos na tolerância com os diversos estilos de vida e maneiras sociais, não os consideramos imunes à crítica. Nem acreditamos também que qualquer das igrejas deva impor suas visões de virtude moral e pecado, conduta sexual, casamento, divórcio, controle da natalidade, ou aborto, legislando-os para o resto da sociedade. Como humanistas seculares acreditamos na importância central do valor da felicidade humana aqui e agora. Opomo-nos à moralidade absoluta, no entanto, consideramos que podem surgir padrões objectivos, e que os valores e princípios éticos podem ser descobertos no curso da discussão ética. A ética humanista secular sustenta que é possível aos seres humanos terem vidas expressivas e saudáveis para si próprios e ao serviço da humanidade, sem a necessidade de mandamentos religiosos ou de benefícios do clero. Existiram muitos distintos secularistas e humanistas que exibiram a aplicação de princípios morais ao longo das suas vidas pessoais e profissionais: Protagoras, Lucrecio, Epicuro, Spinoza, Hume,Thomas Paine, Diderot, Mark Twain, George Eliot, John Stuart Mill, Ernest Renan, Charles Darwin, Thomas Edison, Clarence Darrow, Robert Ingersoll, Gilbert Murray, Albert Schwietzer, Albert Einstein, Max Born, Margaret Sanger e Bertrand Russel entre outros.
Acreditamos que no desenvolvimento moral de crianças e adolescentes. Não acreditamos que qualquer seita em particular possa reivindicar valores importantes como da sua exclusiva propriedade, devendo, derivado deste facto, a educação pública lidar com esses valores. Consequentemente, apoiamos uma educação moral nas escolas, que seja direccionada para desenvolvimento do apreço pelas virtudes morais, inteligência e construção do carácter. Desejamos incentivar, onde for possível, o crescimento da consciência moral, a capacidade do livre arbítrio e o entendimento das suas consequências. Não consideramos moral baptizar as crianças, confirmar os adolescentes ou impor um credo religioso nos jovens antes deles estarem aptos a tomar essas opções. Embora as crianças devam aprender sobre a história das práticas religiosas, suas jovens mentes não devem ser doutrinadas na fé antes de terem ganho maturidade suficiente para avaliar os respectivos méritos para elas próprias. Deve ser notado que o humanismo secular não é uma moralidade específica mas sim um método para a explicação e descoberta de princípios morais racionais.
Como humanistas seculares somos geralmente cépticos relativamente a alegações sobrenaturais. Reconhecemos a importância da experiência religiosa: aquela experiência que redirecciona e dá sentido à vida do ser humano. Negamos, no entanto, que tais experiências tenham algo de sobrenatural. Duvidamos das visões tradicionais de Deus e divindade. Interpretações simbólicas e mitológicas da religião, servem frequentemente como racionalizações para uma sofisticada minoria, conduzindo o grosso da humanidade a debater-se na confusão teológica. Consideramos que o universo é um palco dinâmico para forças naturais que são entendidas de uma forma mais efectiva através da investigação científica. Estamos sempre abertos para a descoberta de novas possibilidades e fenómenos na natureza. Entretanto, consideramos que visões tradicionais da existência de Deus, ou são destituídas de sentido, ou não foi demonstrada a sua veracidade ou são tiranicamente exploradas. Os humanistas seculares podem ser agnósticos, ateus, racionalistas ou cépticos, mas consideram as actuais evidências, insuficientes para aceitarem a afirmação de que existe um propósito divino para o universo. Os humanistas seculares rejeitam a ideia de que deus tenha intervindo miraculosamente na história, se revelado a uns poucos eleitos ou que possa salvar ou redimir os pecadores. Eles acreditam que os homens e mulheres são livres e responsáveis por seu próprio destino e que não podem olhar em direcção a um ser transcendental para obter a salvação. Rejeitamos a divindade de Jesus, a missão divina de Moisés, Maomé e outros profetas e santos do dia das várias seitas e denominações. Não aceitamos contudo, como verdade, as interpretações literais do Velho e do Novo Testamento, do Corão, ou de qualquer outro alegado documento religioso sagrado, independente de quanto possam ser importantes como literatura. As religiões são fenómenos sociológicos penetrantes e os mitos religiosos têm persistido, longamente, na história humana. Apesar do facto de os seres humanos terem vindo a considerar as religiões como forma de elevação e consolo, não consideramos que suas afirmações teológicas sejam verdadeiras. As religiões têm dado tantos contributos negativos como positivos para o desenvolvimento da civilização humana. Embora tenham ajudado a construir hospitais e escolas e, no seu melhor, terem estimulado o espírito do amor e caridade, muitas causaram também sofrimento humano ao serem intolerantes com aqueles que não aceitaram os seus dogmas ou credos. Algumas religiões têm sido fanáticas e repressivas, estreitando as esperanças humanas, limitando suas aspirações e precipitando guerras religiosas e violência. Se, as religiões ofereceram, sem dúvida, conforto aos despojados e moribundos, prometendo uma vida imortal, elas também levantaram medo mórbido e pavor. Não encontramos nenhuma evidência convincente de que exista uma “alma” separável ou que ela exista antes do nascimento ou sobreviva à morte. Somos obrigados a concluir, portanto, que a vida ética pode ser vivida sem as ilusões da imortalidade ou reencarnação. Os seres humanos podem desenvolver a autoconfiança necessária para o aperfeiçoamento da condição humana e para gozar de vidas produtivas e com significado.
Assistimos com preocupação ao actual ataque por não secularistas à razão e à ciência. Temos um compromisso com o uso de métodos racionais de investigação, com a lógica, com a evidência no desenvolvimento do conhecimento e com a comprovação experimental da verdade das afirmações realizadas. Dado que o seres humanos são propensos ao erro, estamos abertos à modificação de todos os princípios, incluindo aqueles que governam as investigações, na convicção de que todos eles estão permanentemente a necessitar de correcção. Embora não sejamos ingénuos ao ponto de acreditar que a razão e a ciência podem facilmente resolver todos os problemas humanos, nós, não obstante, sustentamos que elas podem produzir uma grande contribuição para o conhecimento humano e podem ser de grande valor para a humanidade. Não conhecemos nenhum substituto melhor para o cultivo da inteligência humana que o uso da razão.
Acreditamos que o método científico, embora imperfeito, é ainda o mais confiável meio de compreender o mundo. Derivado deste facto, olhamos para as ciências naturais, biológicas, sociais e comportamentais como forma de busca de um melhor conhecimento do universo e do lugar do homem dentro dele. A astronomia moderna e a física abriram excitantes dimensões do universo: elas permitiram à humanidade explorar o universo através das viagens espaciais. A biologia as ciências sociais e comportamentais expandiram o nosso entendimento do comportamento humano. Opomo-nos assim, por princípio, a todo o empenho para censurar ou limitar a pesquisa científica sem uma razão prioritária para o fazer. Apesar de estarmos alerta, e opormo-nos aos abusos da tecnologia mal aplicada e das suas possíveis consequências danosas para a ecologia natural do ambiente humano, consideramos imprescindível a resistência a esforços impensados para limitar os avanços tecnológicos ou científicos. Apreciamos os enormes benefícios que a ciência e tecnologia (especialmente a pesquisa básica e aplicada) podem trazer para a humanidade, mas também reconhecemos a necessidade de contrabalançar os avanços tecnológicos e científicos com explorações culturais na arte, música e literatura.
Actualmente, a teoria da evolução está novamente sobre um ataque pesado dos fundamentalistas religiosos. Apesar de a teoria da evolução não poder ser considerada como tendo alcançado a sua formulação final, ou como um princípio infalível da ciência, é, não obstante, sustentada de forma impressionante pelas descobertas de muitos ramos da Ciência. Existem algumas diferenças significativas de opinião entre os cientistas, relativamente à mecânica da evolução; todavia, a evolução das espécies é sustentada tão fortemente pelo peso da evidência que é difícil rejeitá-la. Consequentemente, consideramos deploráveis os esforços dos fundamentalistas (especialmente nos Estados Unidos) de invadir as salas de aula de Ciência, exigindo que a teoria criacionista seja ensinada aos estudantes e requerendo que seja incluída nos livros de Biologia. Esta é uma séria ameaça, tanto para a liberdade académica como para a integridade do processo educacional. Acreditamos no direito dos criacionistas a expressar os seus pontos de vista na sociedade. Não negamos também o valor do exame da teoria da criação em cursos educacionais de religião e de história das ideias. Mas é um embuste disfarçar um artigo de fé religiosa, como uma verdade científica e infligir esta doutrina nos conteúdos programáticos das disciplinas de ciências. Se vitoriosos, os criacionistas podem seriamente, minar a credibilidade da Ciência propriamente dita.
Sob o nosso ponto de vista, a educação deve ser o método essencial para a construção de sociedades humanas livres e democráticas. Os objectivos da educação são múltiplos: transmissão do conhecimento, treino para ofícios, carreiras e cidadania democrática e estimular o crescimento moral. Entre os seus vários propósitos deverá estar também uma tentativa de desenvolver a inteligência crítica tanto no indivíduo como na comunidade. Infelizmente, as escolas estão a ser substituídas pelos mass media, como as principais instituições de educação e informação ao público. Embora as novas tecnologias ofereçam oportunidades sem paralelo para um crescente enriquecimento cultural e de lazer e poderosas oportunidades de aprendizagem, tem havido uma preocupante má orientação dos seus propósitos. Nas sociedades totalitárias os media servem como veículo de propaganda e doutrinação. Nas sociedades democráticas, a televisão, o rádio, os filmes e as publicações de massa, demasiadas vezes, ajustam-se ao mínimo denomidor comum, na busca da audiência e transformaram-se num mero repositório de banalidades. Existe uma urgente necessidade de elevação dos padrões de bom gosto e avaliação. Algo que merece especial atenção por parte dos secularistas, é o facto de que os media, particularmente nos Estados Unidos, estão excessivamente dominados por intenções pró religiosas. As visões de pregadores, curandeiros de fé, e mercenários religiosos, são transmitidas sem contestação e sem uma oportunidade isenta ao ponto de vista secular. Acreditamos que os responsáveis e produtores de televisão têm obrigação de corrigir este desequilíbrio e de rever a sua programação. De facto, existe uma enorme empreitada, que todos aqueles que acreditam nos valores da democracia humanista secular reconhecerão, nomeadamente a necessidade de se embarcar num programa de longo prazo de educação pública e na divulgação da relevância da perspectiva secular para o progresso da condição humana.
A Democracia Humanista Secular é demasiado importante para a nossa civilização, para que possa ser abandonada. Pessoas razoáveis, certamente irão reconhecer a sua profunda contribuição para o bem estar humano. Estamos, não obstante, cercados por profetas do infortúnio do juízo final, sempre a desejar a inversão do sentido dos ponteiros de relógio – eles são anti-ciência, anti-liberdade e anti-humanos. Em contrapartida, a perspectiva humanista secular é basicamente melhoradora, voltada para a frente com esperança e não para trás com desespero. Estamos comprometidos na expansão, dos ideais da razão, liberdade, oportunidade individual e colectiva e da democracia por todo o mundo. Os problemas com que a humanidade se defrontará no futuro, tal como no passado, serão sem dúvida complexos e difíceis. No entanto, se os desejamos ultrapassar, tal só poderá ser feito agregando a engenhosidade e a coragem. Os humanistas seculares confiam mais na inteligência humana do que na orientação divina. Cépticos de teorias da redenção, maldição e ressurreição, os humanistas seculares tentam conduzir a condição humana de uma forma realista: os seres humanos são responsáveis por seu próprio destino. Nós acreditamos que é possível criar um mundo mais humano, baseado na razão e nos princípios da tolerância, compromisso e negociação das diferenças.
Acreditamos na necessidade da modéstia intelectual e a da boa vontade para rever crenças à luz das críticas. Logo, o consenso não é muitas vezes alcançável. Apesar de as emoções serem importantes, não necessitamos de lançar mão de panaceias de salvação, para fugir através da ilusão ou de dar um salto desesperado na direcção da paixão e da violência. Deploramos o aumento dos cultos sectários intolerantes que fomentam o ódio. Num mundo engolido pelo obscurantismo e irracionalismo é vital que as idéias da cidade secular não se percam.
A Declaração Humanista Secular foi escrita por Paul
Kurtz, editor do Free
Inquiry.
A Declaração Humanista Secular (no seu texto em Inglês) foi apoiada pelos seguintes signatários:
(Apesar de nós, aqueles que apoiam esta declaração, possamos não concordar com todos os seus aspectos, de qualquer forma, apoiamos os seus princípios gerais e acreditamos que é importante que eles sejam enunciados e implementados. Pedimos a todos os homens e mulheres de bem, que concordam connosco, para se juntarem a nós na ajuda a manter vivo o compromisso com os princípios da livre investigação e com a visão humanista secular. Cremos que o declínio destes valores poderá trazer implicações para o futuro da civilização deste planeta).
A presente tradução foi realizada por Miguel Duarte, com base no documento original do Council for Secular Humanism e com base numa tradução para Português do Brasil que pode ser encontrada na Mario’s Homepage, devido a isto, as ideias expressas neste documento não correspondem necessáriamente às ideias expressas no documento original. Todos os direitos do documento pertencem ao Council for Secular Humanism. Relativamente à minha tradução em Português, apenas desejo que o meu nome e site sejam referidos sempre que esta seja usada.