Seja bem vindo ao mundo dos SONHOS.

 

Ia começar esse texto com uma pesquisa sobre o que a ciência fala o sobre os sonhos.

Resolvi, descartar o que já li sobre isso, e partir das minhas experiências e concepções sobre eles.

O sonho mais antigo que me lembro, devia ter uns 4/5 anos, estava na porta balcão da casa que morava, quando ainda morava na chacara da minha vó e ainda existia a porta balcão que dava direto pra rua, essa não existe mais, foi fechada,  por motivos de “segurança”.

Estava lá, era uma noite com uma lua bem cheia, e estava olhando pra ela, quando aparece um cavalo com asas, se coloca em frente a porta balcão, eu subo em cima dele e ele me leva pra lua.

Nessa época assistia muito ” Cavalo de Fogo”…

Outro sonho dessa fase, eu estava voltando pra casa com minha irmã, quando derrepente aparece um bicho papão enorme e começa a nos perseguir, a Cê saiu correndo e eu tentava correr, mas não saia do lugar, ai o bicho papão chegou perto de mim, e pluft, acordei.

Costumo sonhar muito e com freqüência, sempre lembro do que sonhei, na verdade gosto de ficar na cama um tempo antes de levantar lembrando os detalhes dos meus sonhos.

Acredito mais no meu sub consciente do que no meu consciente, não me preocupo em estabelecer regras rápidas, nem em ficar pensando muito antes de tomar um decisão, isso não quer dizer que eu faça as coisas por impulso, na verdade tento desafiar coisas que tenho medo, vivo me virando de ponta cabeça, fazendo caminhos diferentes, provando sabores novos, tentando ver um reflexo inédito na frente do espelho e deixo pro meu sub consciente o trabalho de juntar essas experiências e transforma-las na forma com que eu interajo com a realidade.

Acho que o sonho é um grande test-drive, nossa mente simula determinadas situações e nos coloca como personagens de nós mesmos, um belo video game em 3d, nele os nossos medos e prazeres se cruzam com nossas lembranças e constroem baseados no nosso potencial criativo, uma nova realidade, a mais próxima de nós mesmos que podemos viver. Podemos morrer, voar(sonho constante esse), Salvar alguém de uma situação de perigo, além de nos tornarmos grandes arquitetos de cidades, carros, universos e formas. A criatividade explodi.

Abrimos os olhos ao amanhecer e encontramos-nos nela. Podemos não lembrar daquilo que sonhamos na última noite, nem de tudo que já sonhamos na nossa vida, mas a nossa cabeça, registra e aplica no nosso cotidiano um reflexo do que vivemos de olhos fechados.

O mundo se altera, dia a dia…e de onde vem a nossa vontade de alterar tudo isso?

Feche os olhos…e descubra.

Cansei de comer, de ouvir música, de ler, de ver filmes e de desejar. Talvez eu não caiba nessa realidade, talvez eu não caiba nesse mundo. Não posso mudar os sonhos os sonhos que tenho, não posso dizer que estou satisfeito com as coisas do jeito que elas estão. Não posso viver um falso romance, não posso trabalhar num projeto sem projeto. O lucro não é meu objetivo final.

 

Quero correr num jardim, mas nele existem tão poucas flores. Prefiro deitar e apenas sonhar o sonho. Nele ficarei como a Branca de neve esperando ser despertado. Se acordarei, não sei. Minha vidraça está quebrada, meu coração partido, meus olhos cheios de lágrimas pra serem choradas.

 

 

Primavera

 

 

Erros fatais.

Aliados perdidos.

Um, contra todos.

Diagnósticos não avaliados.

Provas não corrigidas.

Vida…Ignorada.

Acertos invisíveis.

Movimentos desconsiderados.

A lei, que desconheço.

Onde julgam inocentes culpados.

Pobres “ignorantes” carregam a culpa,

Dos grandes Ministeriais.

A escola da perda do tempo, que escoa com’àgua num funil.

Volto me para minha velha veia filosófica.

O mal possuido pela ausência do conhecimento sensível, inibe-me

de grandes felicidades.

Preciso limpar os ouvidos, abrir os olhos.

Expor-me-ei, para que outros se exponham.

Esquevar-me-ei dos modelos inibidores da verdade desejada.

Exausto no exílio.

Vou sair.

Romper as divisas preconceituosas.

Direitos iguais, olhos iguais, voz IGUAL.

Sejamos reis, rainhas e sábios.

Sejamos POVO.

Romperemos as mortes cegas, as dores Ignoradas, o prato e teto negado.

Romperemos o VEXAME.

Me é vital viver assim.

Outros como eu o São.

Sejamos o que bem queremos ser, não uma cabeça baixa.

Olhemos nos olhos com verdade, acreditemos nas palavras.

Salve-mos-nos.

Ofereçamos brigada.

Acreditemos que esse frio àcido que corroe nossa alma, que nos suja de egoísmo, passe…

E que voltemos a ter, …Primavera!

Notas celulafônicas.

As palavras sem folêgo, buscam uma trégua no ar tóxico. Nos olhos arde o  sal, lagrimejam, se puruficam. O som enfrenta o tato, na disputa pela consciência. Alma, nobre alma, calejada, presa num corpo que apenas segue o impulso, e o pulso congelado me nega o fim da prazerosa tortura à espera d’algo que nunca diz que horas vai passar, e me levar pronde os meus pés jamais alcançaram.

Já me senti o maior dos homens. Tudo me foi possível. Os planos ultrapassavam a linha do tempo. Há pouco me senti o menor dos homens, minha vidraça se estilhaçou. Meus planos não eram mais que vestigios dos sonhos frustrados. Nesse instante, não sou maior, nem menor. Meus sonhos são um reflexo oculto e incompreensivel da minha essência ainda não encontrada. As lágrimas se espalharam como as ondas duma pedra n’agua. A indefinição de qual é o meu papel nisso tudo, me devolve a ignorância rejeitada. Volto aos primeiros passos desencorajados e sem medo. Ando apoiado nas paredes, quero correr, mas meu corpo em sã verdade me derruba suavemente, para que possa novamente levantar. Quando os passos me levarem, e das paredes puder soltar, correrei até os braços da vida, que me levará pronde me esperam. Onde me espero.

Não importa o quão bom ou ruim foi o dia, oq importa é ter passado por ele. Que venham melhores e piores, não me importo. só peço que Deus não tenha pressa de me levar dessa terra abençoada. e que minha vida não seja malévola aos que ainda nem provaram desse paraíso.

Me solto no ar, flutuo. Lembro de quando fechava os olhos e caminhava sobre a lua. A beleza contida nos passos leves e livres das minhas impossibilidades hoje se concentra ao chão. minha pele serra a terra que corroe pouco a pouco meus traços infantis. Atirado estou na superficie que me desnuda, posso ver meus ossos. Cobrirme-ei de vergonha de tantos olhares assustados, guardo meu coração em outros peitos, minha palavra se camufla em contos, torno me marionete de mim. O vento me desafiará, levará minhas caricaturas, em troca ganharei um nuvem, onde me esconderei da exposição vexaminosa de minhas fracas verdades. Dela descerei, vestido de mim, me verão, com o frescor dos ares altes e a leveza da nudez, não temerei mais ser belo, temerei não o ser.

O outro me é vital. sou efeito colateral. A vida é. Sou a onda, o mar, a areia, o sol, o céu…violo o espaço feito navegador. Sou a perna inquieta dum corpo que treme causado de doidera da outra mente de meu espaço. Espasmo eu dedutivo, agora calado, não de silêncio, de ignorância, tento sempre em vão, vale a reflexão. Ignoro-me as vezes inté. Há interrogação.

Se disposto me entrego a vida, ela me devolve a emoção representado no momento explicíto. As vezes repouso à sombra dum momento sossegado…passageiro. É predatório ou..?? compartilhado?

Nascemos livres, cercados de paredes que outros criaram. Crescemos e dia após dia, construimos mais delas, as nossas. A solidão vem, inevitavel, paredes são mais que concreto. são limites que pouco ousamos questionar.

Minha felicidade se depositava em espetaculares expectativas. queria ser o maior, queria ser legendário. A obcessão de mim se despediu…Não pra sempre. Enquanto ela me espera na esquina do desassossego, aproveito as coisas já conquistadas, que são aquelas que me acolhem em bons lençóis.

Triunfo

Matem-me.

Antes que eu mude

Não vou virar pó

Vou virar lenda

Eu e outros

Seremos humilhados

Esse é ponto.

Depois de provar o chão

Engoliremos o céu

Congelaremos o instante

em vosso desconcerto

E quando abrirem os olhos

O poder terá acabado

Os poderosos se devorarão

E os humilhados

De uma vez por todas

Soltaram as algemas

E me serei, e se serão.

Fragile

Gosto do toque Suave e infinito Gosto do beijo leve Das palavras doces Gosto da verdade Que pode se conter em dois Gosto de ligar na madrugada Ou em qualquer outra hora E ter VOZ e OUVIDO Não ouse me tocar Se tuas mãos procuram sem toque Não me beije, nem tente me conquistar Se quiser um fragmento Não me convide com terceiras intenções Me convide pra deixar acontecer Só serei seu, e você meu, amor Se nos sermos um, e dois. Não procuro um instante Procuro um pedaço.

Despaço

Estava lá A pequena casa, com cercas verdes E uma amoreira Carregada. DESPAÇO Passo na frente do mesmo lugar E nada há. Isso já me ocorreu algumas vezes Parece loucura O espaço muda num piscar dolhos Não sei O QUe Não sei O PoRque disso acontecer. A imaginação materializa. PLUFT Desaparece. Será que tudo que já vivi foi real? Sim, Sim.

Adeus Freud

Não tente ler meus pensamentos, é o que me resta de divino.

Sinta o que eu te mostro, seja um bom espectador, eu sou.

Não busque contradições ou alguma lógica.

A mente é um mistério, se você acabar com ele. Acredite, você não pode.

O máximo que vai conseguir é destruir o que resta de nossa liberdade.

Alguns tentam manipular o meio e padronizar a mente, controlar o povo, projetar o ideal coletivo.

Coletivizar é destruir possibilidades.

Deixe que eles se organizem, se organize. Se todos ficarem em demasia parecidos, você errou.

Freud, você falou sobre a mente coletiva, mas, essa era apenas a sua.

Não controle a loucura, nem determine a verdade. Enferruja.

Liberte-se, liberto-me

A fuga

Indescentes

Egoístas

Mentirosos

Impiedosos

Vocês já não mudam mais meus dias.

Insensiveís

Incontroláveis

Larápios

Mal Intensionados

Vocês não me tocam.

Corruptos

Mesquinhos

Doentes do Passado

Vocês serão Abandonados.

Provarão do veneno que distribuem.

Maliciosos

Assassinos

Traídores

Em vós não creio.

Planejem uma Fuga.

Ou preferem vossa fogueira?

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.